Mundo
Guerra no Médio Oriente
Vários países europeus e o Canadá reprovam plano israelita de expandir colonatos
Alemanha, França, Itália, Países Baixos, Reino Unido, Noruega e Canadá divulgaram esta quinta-feira uma declaração conjunta contra o "Plano E1" de Israel e pedem a revogação "imediata da expansão de colonatos na Cisjordânia".
Israel tem cerca de 1.200 habitações na Cisjordânia sob licitação para a formação de mais colonatos em território ocupado. A decisão suscitou nova condenação ocidental, desta vez de sete países, seis dos quais europeus.
“Numa altura de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestiniana, esta decisão é ainda mais preocupante”, pode ler-se.
“Numa altura de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestiniana, esta decisão é ainda mais preocupante”, pode ler-se.
Joint statement from the leaders of the United Kingdom, France, Germany, Italy, Netherlands, Norway and Canada. pic.twitter.com/eoVzRYAwHV
— UK Prime Minister (@10DowningStreet) August 20, 2026
Em resposta às críticas do ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, o seu homólogo israelita, Gideon Sa'ar, defendeu o projeto e reforçou: “O povo judeu tem o direito de viver em toda a terra de Israel, tal como os britânicos têm o direito de viver em Londres e em todo o Reino Unido”.
Apesar da pressão internacional que já se fazia notar, Israel avançou com o plano de expandir os colonatos em território habitado maioritariamente por palestinianos.
O “plano E1” foi aprovado em 2025, mas só agora foi oficialmente aberto o concurso a licitantes para a construção de 1.234 das 3.401 unidades habitacionais anteriormente acordadas, com o objetivo de criar um bloco contínuo de colonatos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.
O projeto abrange uma área de cerca de 12 quilómetros quadrados e os interessados têm até 19 de outubro para apresentar propostas, poucos dias antes das eleições legislativas em Israel, a 27 de outubro.
“Esta é uma manobra de última hora que faz parte da política que o Governo está a implementar no final de seu mandato para garantir longos anos de conflito”, comunicou a organização local Peace Now.
Os colonatos judaicos, considerados ilegais à luz do Direito Internacional, abrigam cidadãos de Israel em território ocupado. A comunidade internacional tem reforçado a sua posição crítica ao longo dos últimos anos.
Riyad Mansour, embaixador palestiniano nas Nações Unidas, descreveu o projeto como “extremamente perigoso, irresponsável e ameaçador”.
Caso avance, o “plano E1” amplia a separação entre Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, que ficará dividida entre zona norte e zona sul, impossibilitando por completo a criação de um Estado palestiniano.
Israel deu início à formação de colonatos em 1967, logo após a guerra dos Seis Dias, quando passou a controlar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, para onde incentivou a deslocação dos civis, que ultrapassavam, assim, a fronteira reconhecida nos acordos de paz.
Apesar da pressão internacional que já se fazia notar, Israel avançou com o plano de expandir os colonatos em território habitado maioritariamente por palestinianos.
O “plano E1” foi aprovado em 2025, mas só agora foi oficialmente aberto o concurso a licitantes para a construção de 1.234 das 3.401 unidades habitacionais anteriormente acordadas, com o objetivo de criar um bloco contínuo de colonatos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.
O projeto abrange uma área de cerca de 12 quilómetros quadrados e os interessados têm até 19 de outubro para apresentar propostas, poucos dias antes das eleições legislativas em Israel, a 27 de outubro.
“Esta é uma manobra de última hora que faz parte da política que o Governo está a implementar no final de seu mandato para garantir longos anos de conflito”, comunicou a organização local Peace Now.
Os colonatos judaicos, considerados ilegais à luz do Direito Internacional, abrigam cidadãos de Israel em território ocupado. A comunidade internacional tem reforçado a sua posição crítica ao longo dos últimos anos.
Riyad Mansour, embaixador palestiniano nas Nações Unidas, descreveu o projeto como “extremamente perigoso, irresponsável e ameaçador”.
Caso avance, o “plano E1” amplia a separação entre Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, que ficará dividida entre zona norte e zona sul, impossibilitando por completo a criação de um Estado palestiniano.
Israel deu início à formação de colonatos em 1967, logo após a guerra dos Seis Dias, quando passou a controlar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, para onde incentivou a deslocação dos civis, que ultrapassavam, assim, a fronteira reconhecida nos acordos de paz.